Tenho acompanhado perplexo as tragédias dos últimos dias,
mas duas, em especial, vem comovendo e perturbando as redes sociais: o
rompimento de duas barragens que causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de
Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais; e os atentados em Paris, capital da
França.
Até então, duas horríveis tragédias que merecem a
atenção, a mobilização e para quem crê, as orações de todos.
No twitter a hastag
#PrayForParis ficou no topo dos trend
topics. Artistas, jornalistas, civis...todos prestaram sua homenagem a
cidade luz pelas mais de 120 mortes do atentado reclamado pelo grupo terrorista
Estado Islâmico.
O Facebook criou um aplicativo que muda as cores da foto
do perfil do usuário em homenagem à França e, logo, muitos usuários trataram de
aderir o movimento.
No entanto, aqui no Brasil, algumas pessoas ficaram
incomodadas por esta atitude. Mudar a foto do perfil pessoal com as cores da
França e não para as cores verde-amarelas virou motivos de críticas de alguns
usuários.
“Eu não vi nenhum francês mudar colocar as cores do
Brasil em seu perfil”, escreveu um usuário.
“Não vou aderir essa modinha ridícula”, escreveu outro.
E assim, diversas pessoas defenderam ou acusaram tais
atitudes nas redes sociais.
Mas cá com os meus botões refleti: E a preocupação com as
vidas que foram perdidas em ambas as tragédias? Onde está? Cadê a sensibilidade
de pensar, ou se colocar no lugar das diversas famílias que no Brasil e na
França tiveram arrancados seus pais, filhos, filhas, mães...?
Mudar ou não as cores do perfil não trará a vida de ninguém
de volta. Criticar tampouco.
Como cristão devo voltar as minhas orações a todos que
perderam sua vida e a todas as famílias das tragédias ocorridas. Como cidadão,
contribuir com o que posso para minimizar os danos das pessoas em meu país.
Humildemente, penso que não temos a capacidade de mensurar
qual tragédia foi maior, ou a que nacionalidade ela pertenceu. Afinal, vidas
são vidas. E são elas que devem ser preservadas!
Texto de Bruno de Azevedo


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